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Bruno Gagliasso em mais um terrível caso de mi mi mi… Digo, racismo!!!

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Um curtidor da página no face me pergunta o que eu acho da polêmica envolvendo a filhinha adotada do Bruno Gagliasso. Bom, já que não comentei nada a respeito, respondo: Embora eu não seja tão velho quanto pareço, sou da época em que desavenças desse tipo, de tão insignificantes que eram, se resolviam na base do “toma lá, dá cá”, ou seja, chamou minha filhinha de macaca então eu vou te chamar de nariz de chimpanzé. Pronto, tudo estava resolvido! Não obstante, comentários afrontosos como os da moça na internet, fossem eles na esfera pública ou privada, eram dignos do mais nobre e famigerado desprezo da elite brasileira. Sim, o que vinha de baixo NUNCA os atingiu! Sempre foi assim!

O problema é que hoje existe uma corrente ideológica cada vez mais forte no mundo ocidental com o poder de punir – inclusive com prisão – crimes de opinião. Ex: Eu posso achar ridículo – e acho – um homem vestido de mulher como se fosse um pavão no cio no meio da via pública – como é o caso dos travestis nas paradas gays –, mas eu não posso dizer isso dessa maneira, pois, dependendo do alcance e repercussão da minha fala, possivelmente eu incorreria no “crime” de “violência” contra a “honra” de um determinado grupo minoritário que, ao longo dos últimos tempos, foi superestimado por grupos ideológicos específicos, os quais ocupam hoje importantes cargos da esfera pública e demais setores da sociedade. Mas os interesses não são apenas ideológicos, há muito dinheiro envolvido e muita gente fazendo o seu pé-de-meia com o vitimismo e miséria no Brasil – nada de novo. Para suprir a demanda mais secretarias, delegacias e núcleos são criados, mais agentes públicos contratados, mais mecanismos e recursos estatais despendidos, com efeito, temos um Estado mais inchado e custoso para o contribuinte.

Todavia, não é preciso dizer que a autora dos comentários ofensivos na internet demonstra ter um sério problema de autoestima e auto percepção. Logo, se tem alguém digna da mais genuína pena não é a filhinha da família Gagliasso, mas sim a pobre coitada com visíveis traços de problemas psicológicos. Ora! Isso pode parecer, na melhor das hipóteses, incoerente – e é –, mas eu apenas estou usando a mesma lógica devassa dos defensores de bandidos por meio do pretexto dos Direitos Humanos, afinal, a moça que desferiu as ofensas racistas, por mais grotesca que seja, ela também é um ser humano! [Conveniente, não acham? Sim, fiz de propósito!] Mas o que todos sabem – e fingem não saber – é que, independentemente de suas características biológicas, a filhinha adotada da família Gagliasso é uma grande afortunada – eu mesmo gostaria de estar no lugar dela! Aceitar com tamanha facilidade as tais provocações de uma desconhecida na internet apenas põe em dúvida a convicção que os próprios país têm sobre a filha adotiva.

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Agora, o que me FODE a paciência é saber que pessoas como Bruno Gagliasso, as quais estão no topo mais alto da pirâmide social, fazem um escarcéu gigantesco – com efeito, mobiliza toda uma sociedade – por conta de qualquer comentário idiota de pessoas desequilibradas e sem relevância alguma, como se isso fosse a coisa mais importante, imperdoável e imprescindível do planeta. Ou seja, o meu mundo particular é um magnífico parque de diversões e fantasias mágicas que não admite perturbações desse nível. Uma retaliação nesse caso é mais do que justa, é necessária! Esse é o “ódio do bem”, o ódio que tudo pode! Outra coisa, crianças tocando em homem pelado em museus não é, nem de longe, tão grave quanto ofender a filha adotiva dos outros, logo, com filhos dos outros vale tudo, mas com os meus a coisa muda de figura… “Ah! Vá à merdaaaa.. Porra!!!” (na voz do saudoso Alborghetti). Ademais, declarações desconexas como as do pai adotivo – “É uma sensação de impotência…” –, acionando seus advogados particulares, mais justiça estatal e afirmando que a moça será presa, dá o tom de desproporcionalidade e incoerência típica da esquerda elitista burguesa. Tudo isso, além de inflamar potencialmente a questão racial no país, respinga, inevitavelmente, em todos os demais indivíduos que tentam expor e combater as discrepâncias e exageros que existem nessas correntes ideológicas.

Meus caros, não pensem que os que apontam o dedo na cara da mulher e a acusam de racismo se compadecem da menina africana, nãããããoooo!!! Eles soltam rojões e brindam de alegria, pois, para essa corrente ideológica segregacionista racial, eventos como esses apenas fortalecem suas causas e bandeiras e, nesse caso especificamente, eles conseguiram marcar um verdadeiro gol de placa!

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Menos “consciência” negra. Mais vergonha na cara!!!

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Algumas coisas são difíceis de explicar, mas fáceis de entender.

Quando William Waack fez aquele comentário inconveniente frente a uma câmera de TV ele não estava se referindo necessariamente à cor da pele do indivíduo como fator determinante de suas ações, mas sim a um nicho culturalmente pobre e desprovido de conhecimento cada vez mais evidente no Brasil, no qual a grande maioria dos negros está inserido – isso não é uma suspeita, é uma constatação!

Independentemente de ser essa inserção uma consequência histórica ou uma programação maquiavélica de longo prazo elaborada pelos arquitetos globalistas, com o propósito específico de promover o caos social por meio das diferenças naturais, o fato é que a favelização das coisas e o culto à pobreza, ao vitimismo e ao banditismo no Brasil se tornaram algo da mais absoluta relevância e prioridade nesse país, colocando a todos os indivíduos numa perigosa zona de vigilância do pensamento e cerceamento da liberdade de expressão.

Segundo o último censo do IBGE, a população negra do país corresponde hoje a 54% dos brasileiros. Cabe pontuar que 17% destes são literalmente ricos. A partir daí podemos constatar que a verdadeira face da desigualdade no Brasil não está necessariamente ligada à cor da pele, mas sim às classes econômicas. Ou seja, desigualdade existe por todos os lados, inclusive entre os próprios negros.

Contudo, a discrepância não se resume a isso: Aqui tem muito negro rico se fazendo de vítima, especialmente os negros da classe artística, os quais se lançam desesperadamente em favor de uma agenda progressista perversa no intuito de conseguir renovar seus contratos de prazos determinados com suas emissoras e contratantes. Ademais, mentem tanto que acabam acreditando nas próprias mentiras, quando na verdade não estão, nem de longe, preocupados com os indivíduos os quais bradam defender. Para eles, bandido bom não é bandido preso, tampouco morto, mas sim bandido que seja o filho dos outros, protegidos pelo ECA e sustentados com o dinheiro dos pagadores de impostos, enquanto seus afortunados filhos estudam nas escolas particulares mais caras, isso, claro, quando não são mandados para estudar fora do país. Querem mudanças para todos, mas preservam suas estruturas familiares intactas e livres de quaisquer alterações que lhes possam causar algum prejuízo ou malefício futuro. Mas isso não é tudo: Temos ainda alguns mais descarados ocupando cadeiras parlamentares como deputados socialistas que se queixam de seus rendimentos, assim como ministros que se queixam de trabalho análogo à escravidão com o seu “injusto” – mas invejável – teto salarial de 33 mil reais por mês, mais gratificações pagas (compulsoriamente) com dinheiro do “contribuinte” – este sim, escravo de fato!

Bom, considerando os inúmeros incentivos estatais para a projeção do negro na sociedade nos últimos anos, permanecer na zona de exclusão ou marginalidade está mais para uma questão de escolha pessoal do que para uma imposição determinista histórica. Sim, caro leitor, a população negra nunca, em momento algum desse país, teve tamanhas oportunidades de ascensão como as que estão tendo agora.

Veja bem, o preconceito é inerente à natureza humana e está intimamente ligado ao modo de pensar e agir individual. O fato é que ao longo de muitas décadas o significado da palavra preconceito teve sua interpretação gradual e estrategicamente modificada no senso comum, a tal ponto de se tornar hoje um grave atentado contra o pensar e gir coletivo, o que resultou numa nova reformulação de seu significado, o qual está, por via de regra, necessariamente vinculado a alguma forma de prejuízo e/ou agressão contra um determinado grupo ou classe social. A saber: Preconceito racial, social, homossexual, de gênero… É oportuno pontuar que o preconceito também pode ser bom: “Tenho preconceito com malfeitores“. A corrente científica atual – regada a muito incentivo estatal –, a qual anda de mãos dadas com as correntes ideológicas progressistas, afirma que o preconceito é um fenômeno social e não biológico, o que é uma verdade tão mentirosa quanto as “evidências” do aquecimento global. Todavia, do ponto de vista técnico o preconceito pode ser uma ferramenta bastante útil, uma vez que nos possibilita a capacidade de discernimento, avaliação e decisão. Assim como o egoísmo se manifesta na luta pela sobrevivência e continuidade da espécie logo nos primeiros instantes da fecundação, o preconceito manifesta-se no indivíduo como forma de preservação. Contudo, cabe ao próprio indivíduo administrá-lo da maneira mais apropriada possível no meio social. Logo, é mais do que natural fazer associações de causa e efeito e nesse contexto é possível compreender a fala de William Waack sem muito assombro.

Mas afinal, quem promove toda essa epidemia desenfreada de “racismo” no Brasil? A Igreja Cristã? Os conservadores? Os coxinhas? Os batedores de panelas? Os Bolsonaros??? Vejamos: Quem não se lembra do caso do goleiro – milionário – que apareceu aos prantos no Fantástico por ter sido chamado de macaco por uma moça branca sulista durante uma partida de futebol? Quem não se lembra também da estudante negra, universitária de humanas, que reivindicou a alma de todos os brancos pelas injustiças cometidas contra os negros ao longo de anos de escravidão? E que tal um programa semanal matutino com a “Fatídica Bernardes” pondo em pauta permanente a temática dos excluídos e oprimidos? Haja vista, engana-se redondamente quem pensa que todo esse estardalhaço midiático gira apenas em torno de reconhecimento, equiparação e ajustes nos setores sociais. Não! Essa discussão se dá exclusivamente pela atuação e execução de um movimento revanchista, no qual o “ódio do bem” justifica-se pela compensação de um dívida histórica do homem branco para com o homem negro.

Mas a bizarrice não para por aí: Como se não bastasse tamanho oceano de hipocrisia e sem-vergonhice, temos agora a mais nova vítima de racismo de todos os tempos da última semana, a socialite global que anda cercada de babás e seguranças privados se queixando de racismo por não receber – ou perceber – a atenção, admiração e bajulação que julga necessário para dar mais sentido a sua vida: “A cor do meu filho faz com que as pessoas mudem de calçada.” Ora, porra! Vá pro inferno!!! Se ainda morasse na Itália ou Alemanha até daria pra engolir esse discurso gosmento, mas no Brasil… O que mais tem aqui é negro!!! A verdadeira verdade é que é muito mais provável Taís mudar de calçada quando um pobre mendigo – seja ele negro ou branco – vier ao seu encontro! Mas isso também seria impossível, já que seus seguranças evitariam prematuramente tal infortúnio. Outra coisa, quantas e quantas milhares de milhões de crianças espalhadas ao redor do mundo não gostariam de ser – mesmo que por um único dia – o filhinho “discriminado” da Tais de Araújo, cercado de toda sorte de proteção e recursos materiais??? Declarações como esta são a evidência definitiva de que pessoas egocêntricas como Taís de Araújo não conseguem enxergar nada mais além do próprio umbigo e das próprias ambições, com efeito, qualquer coisa que esteja em mínima dissonância com a sua cosmovisão – materialista – particular é passiva da crítica mais insensata possível. Sim, demostração de hipocrisia e oportunismo maior que usar o próprio filho para levantar bandeiras ideológicas não há!

A propósito, coincidência ou não, sempre que assisto na TV ou vejo nas redes sociais cenas de violência, assassinatos, latrocínio, assaltos, tráfico de drogas e tantas outras barbáries inimagináveis, a figura do negro está gritantemente presente na grande maioria das ocorrências. Isso não é por acaso! Semana passada, por exemplo, assisti no RJTV a uma matéria que falava sobre a premiação da 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas, que ocorreu no Teatro Municipal. Coincidência ou não, de todos os medalhistas presentes no evento eu consegui identificar apenas uma única medalhista negra, os demais eram todos brancos. Mas afinal, o que está realmente faltando para que mais jovens negros conquistem lugar de destaque em eventos como este? Mais cotas? Mais FIES? Mais PROUNIs? Mais bolsas? Mais gabinetes? Mais secretarias representativas? Mais dinheiro público? Ou estaria faltando um pouco mais de motivação e força de vontade para se destacar positivamente na sociedade? Ora! Situações discrepantes como estas são mais do que previsíveis quando temos um governo com fortes grupos e correntes de interesses escusos específicos investindo pesado em mecanismos de comunicação para desenvolver no negro aquilo que ele tem de menos valoroso. Lamentavelmente, a nova consciência negra reduziu-se à velha luta revanchista de classes.

Por fim, vivemos hoje a era da insanidade coletiva, onde o correto é negar aquilo que os seus próprios olhos enxergam, do contrário, qualquer coisa diferente disso é promover discurso de ódio em detrimento de uma determinada classe desfavorecida e oprimida. Quando decidirem trocar o dia da consciência negra pelo dia da consciência humana –civilizacional – esse racismo epidêmico decerto desaparecerá. Hoje está sobrando “consciência” negra e faltando vergonha na cara!

Pedofilia ganha novo verniz: “Arte Contemporânea”

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Vamos analisar duas situações distintas:

Situação 1

“Uma mulher que estava a caminho do trabalho queixou-se de assédio por ter recebido assobios de homens rústicos que trabalhavam numa obra pública. Como a mulher estava com fones de ouvido e muito apressada não percebeu que os assobios eram na verdade tentativas de alertá-la para o perigo iminente dos buracos ao longo da via. Um dos homens, no intuito de certificar-se de que a mulher havia realmente entendido o alerta, correu em sua direção e por trás tocou-lhe o ombro, o que foi considerado pela mulher como tentativa de estupro. O caso, embora inusitado, rendeu textões e protestos nas redes sociais, atraso na obra e longos depoimentos na delegacia da mulher.”

Situação 2

“No Museu de Arte Moderna de São Paulo aconteceu o 35º Panorama da Arte Brasileira. Dentre os variados atos da peça A Besta, o mais marcante foi a do homem deitado completamente nu que era tocado nos pés, mãos e cabeça por crianças que assistiam à peça – uma delas de seis anos de idade. O ocorrido também ganhou textões e protestos ojerizados nas redes sociais por parte do público retrógrado conservador, o qual classificou a peça como obscenidade e pedofilia.”

As duas situações acima, além de mostrar o grande paradoxo intencional praticado pela esquerda, aponta ainda o modelo de narrativa comumente difundido pela mídia para confundir, manipular e desinformar o grande público usando o método de problematizar o que é banal e banalizar o que é problemático – técnica de manipulação essa descrita detalhadamente no livro de Pascal Bernadin, Maquiavel Pedagogo e o Ministério da Reforma Psicológica. Ora! Se todo homem é um estuprador em potencial – segundo a “lógica” das feministas radicais – por que raios então promover uma peça teatral que faz a associação de um “estuprador” nu com crianças a sua volta?
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Farei agora uma analogia mais simples:

Quem se lembra do filme Karatê Kid? Pois bem, o filme nos mostra que o objetivo único do Mestre Miyagi, tutor de Daniel-San, era ensiná-lo arte marcial para que o jovem alcançasse o mesmo nível técnico dos seus agressores e assim defender-se. Não há em momento algum do filme a menor menção de que o Mestre Miyagi tivesse algum interesse em explorar no seu aluno o seu potencial como lutador, tampouco interagir com ele.

O mesmo, infelizmente, não acontece com os indivíduos adultos que se lançam abertamente em defesa da formação precoce da consciência sexual para crianças – num linguajar mais específico: Pedofilia. Nas palavras da escritora Anna Salter, não passam de monstros vorazes que usam o discurso do politicamente correto sob o pretexto do combate ao preconceito e diversidade sexual, mas com o objetivo maior de saciar suas próprias lascivas e apetites sexuais desordenados. Não estão, nem de longe, preocupados com o bem estar emocional ou físico da criança.

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O único remédio capaz de curar definitivamente um pedófilo é uma única dose de 9mm no meio da testa.

Mãe! Um filme boboca que desperta amor e ódio.

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Bom, primeiramente, deixe-me esclarecer três pontos importantes antes de dar prosseguimento ao texto: Com esse título é evidente que eu não tecerei elogio algum ao filme; O texto abaixo reflete a minha opinião particular sobre o filme, logo, se você teve outra opinião então ótimo, escreva um texto e publique-o na internet, não leve isso para o pessoal; Se você é da geração frescura, que perde o sono quando alguém te conta algum filme antes de você o ter assistido, então esse é o momento exato de você fechar essa página e navegar feliz por outros sites.

Navegando pela internet percebi que muito se tem comentado sobre o mais recente lançamento intitulado Mãe! (com exclamação mesmo). Os debates eram quase sempre acalorados e o filme parecia causar uma polarização acentuada entre os que o assistiam. Não tinha um meio termo; muitos o odiavam, muitos o amavam. Curiosamente, do ponto de vista político, os progressistas se mostravam mais receptivos e inclinados a elogiar o filme, ao passo que os conservadores expressavam comentários mais deselegantes. Algum motivo havia para isso e eu estava curioso para saber o porquê. Procurei então descobrir as razões para este fenômeno da maneira mais cuidadosa possível, afinal de contas, eu queria tirar as minhas próprias conclusões na sala do cinema. Entre uma pesquisa e outra na internet, procurei colher o maior número de informações possíveis sem estragar a magia da descoberta, mas foi inevitável não pegar a essência do filme logo nas primeiras linhas dos textos que falam sobre ele. E acreditem, isso foi ótimo!!!

Vá a um museu de arte moderna onde pessoas “cultas”, “inteligentes” e “descoladas” costumam circular. Pare em frente a um daqueles quadros rabiscados de algum artista contemporâneo desconhecido – pintados com tinta e vômito – isolados numa ampla parede branca e com luz projetada em sua direção e fique ali parado por não sei quanto tempo tentando achar algum significado nele. É assim que você vai sair do cinema após ter assistido Mãe! se não entender antes a proposta do filme.

A pretensa intenção de Darren Aronofsky em tornar a sua “obra de arte” um enigma de outro planeta – fazendo com que os mortais terrestres entrem em parafuso tentando entender a sua visão pessoal de Deus – quase atingiu o seu objetivo sublime, se não fosse por um pequeno detalhe: A história já é conhecida há mais de dois mil anos pelos mortais habitantes do planeta Terra – daí vem a grande mística do filme: Não entender a história em si, mas sim a cabeça do diretor. O filme é um enlatado que pode ser bom ou ruim, a decisão dependerá do seu paladar.

Por muito pouco Mãe! não foi um dos filmes mais confusos, cansativos e frustrantes da história do cinema, isso graças à majestosa atuação de Jennifer Lawrence e dos recursos audiovisuais empregados na película. Fora isso, o filme não merece ser assistido nem mesmo com entradas francas e pipocas grátis, pois não passa de mais uma alegoria barata e sem originalidade alguma customizada apenas para servir de quebra-cabeça e passatempo, no qual o próprio diretor parece se perder entre simbologia e realidade. Sendo mais claro: O filme não passa de uma versão pueril de O Fim dos Dias (1999) feita por um estagiário de cinema recém contratado.

Vamos ao roteiro: Do mesmo modo que um aluno preguiçoso deixa para estudar um dia antes da prova, Aronofsky demonstra ter feito um condensado bíblico apressado, confuso e negligente. Logo, o resultado não poderia ser outro, senão mais de duas horas de muitos bocejos e caras de paisagem ao final do filme [Diga-se de passagem, o roteiro foi escrito em apenas cinco dias, depois de Aronofsky – segundo ele – ter tido um “sonho fervoroso” – ou seria uma “viagem” regada a muito LSD???].

Do ponto de vista conceitual – o mais percebido entre os que “entenderam” –, o filme mostra que o homem é o grande causador da degradação do seu próprio habitat num contexto global. Ademais, as mais variadas interpretações que cada indivíduo tem do “criador” resulta numa interminável dissensão entre os povos, o que culmina em diferenças religiosas, disputas políticas e mais todo o caos mostrado no filme. Dentro da ótica analógica (marido e mulher), uma segunda interpretação ainda é válida: a de que os casamentos baseados no modelo nuclear monogâmico não foram feitos para durar – ou, na melhor das hipóteses, são um verdadeiro inferno;

Do ponto de vista bíblico, o filme é um grandioso desastre literal: Deus é interpretado por Javier Bardem, Ed Harris é Adão, Michelle Pfeiffer é Eva, Domhnall Gleeson é Caim, Brian Glesson é Abel e Jennifer Lawrence é a Mãe (Natureza). Na tentativa de apresentar uma nova perspectiva dos personagens bíblicos ao grande público – assim como fez em Noé –, Aronofsky exagera na fórmula ao humanizar Deus demasiadamente, colocando-o como um líder egocêntrico, indiferente, confuso, insensível, perturbado, obcecado, sádico, inconstante e nada, absolutamente nada onisciente – possivelmente a própria imagem de Aronofsky, creio eu. O conflito de interesses e posições entre Deus e Mãe ocorre logo após a chagada de Adão na casa (a casa representa o planeta Terra). Muitas são as nuances e referências à bíblia, mas quase todas elas apelativas, exageradas e desconexas – a Mãe (Natureza), por si só, é a maior delas (explico melhor abaixo), pois seu personagem desdobra-se convenientemente no decorrer do filme, podendo ser interpretada como Mãe Natureza, Ave Maria (Mãe de Deus) e seu Sagrado Coração. O contraste e a falta de fidelidade às escrituras acontecem a todo instante do filme, fazendo com que o espectador tenha, em muitos momentos, profunda raiva e aversão das decisões isoladas e atitudes precipitadas tomadas por Deus, o qual está permanentemente preocupado com suas próprias criações, especialmente pelo fato de ser adorado por elas. Tamanho desprezo pelos “sentimentos” da Mãe (Natureza), além de gerar permanente sensação de agonia nos espectadores durante duas horas, gera, no filme, um conflito que culmina no apocalipse – que nada tem a ver com o Apocalipse bíblico –, por conseguinte na extinção da humanidade, seguida pela extinção da natureza e, por fim, da própria Mãe, retomando assim o enredo ao ponto inicial do filme como uma espécie de ciclo interminável. Contudo, de todas as incongruências propositais apresentadas ao longo do filme – decerto ele nos dá elementos suficientes para se escrever um livro refutando-o com larga vantagem –, nenhum deles é maior do que o ato vil e covarde no qual Deus, agindo de modo astuto e oportuno, retira o menino Jesus dos braços da Mãe sem o seu consentimento, entregando-o deliberadamente aos homens para sacrifício e expiação dos pecados – friso aqui SEM O CONSENTIMENTO da Mãe, uma vez que Deus se aproveitou do sono dela para fazê-lo premeditadamente. Ora! Segundo Aronofsky, Deus amou o mundo de tal maneira que RAPTOU o seu único filho e o entregou aos homens para que todo aquele que nele… (você já conhece a história). Tudo, claro, em nome da santa vaidade e orgulho de Deus – ou seria do próprio Aronofsky? Bom… Cabe pontuar ainda a passagem extremamente grotesca e inapropriada onde a concepção de Jesus se dá pelo resultado de uma “trepada” – sim, TREPADA foi o termo usado pela esposa para afrontar o marido durante uma briga conjugal – no meio da escada após reivindicação histérica da mulher. Há também o ato perturbador onde Jesus – ainda bebê – é canibalizado pelo humanos numa cena completamente horripilante. Isso é de uma desonestidade intelectual monstruosa! Ora! Se a bíblia é um livro verdadeiro ou mentiroso isso não é um problema a ser “resolvido” por um cineasta, logo o cerne da questão não é a veracidade bíblica, haja vista, ela simplesmente existe do jeito que é e ponto final. Mas já que o filme faz inúmeras referências às escrituras, que as faça então do modo mais honesto e autêntico possível, não incrementando o roteiro com mentiras, delírios, fantasias e fábulas tendenciosas tiradas da cabeça de um lunático megalomaníaco;

Do ponto de vista filosófico, o filme abre espaço para muitas e muitas interpretações: Eu poderia sintetizar essa parte afirmando que a personalidade de Deus, segundo a visão niilista de Aronofsky, está muito mais para Friedrich Nietzsche do que para Thomaz de Aquino. Mas o filme se chama Mãe! e não Pai! Sendo assim, o conceito da Mãe (Natureza) trazido por Aronofsky está intimamente vinculado ao seu ativismo ambiental (mas isso eu comento mais abaixo). Ademais, tal simbologia – em dissonância com a filosofia judaico-cristã (que é a base central do filme, cabe ressaltar) –, não encontra respaldo algum na religião monoteísta supracitada, a não ser nas mitologias gregas, egípcias, romanas, babilônicas e indianas. Daí, além de percebermos a salada feita pelo diretor, entendemos a verdadeira origem do conflito permanente entre marido e mulher – ou Deus e Mãe –, pois são dois personagens com vertentes totalmente distintas. Noutro exemplo, se pegarmos o pensamento de Baruch Spinoza, inferimos que a Mãe (Natureza), tem prioridades absolutamente antagônicas às de Deus (Judaico) e que o final da história não poderia ser outro, senão um casamento arruinado [no sentido literal] e / ou a extinção da humanidade [no sentido alegórico]. É oportuno comentar também que a aceitação pública conquistada pela Mãe (Natureza), em contraste com o personagem Deus, é espantosamente maior, pois a Mãe se identifica emocionalmente com o espectador, uma vez que se conecta intensamente com o público pelo aspecto racional da trama – isso é absolutamente intencional e fará total sentido no tópico abaixo;

Do ponto de vista ideológico, o filme pode ser encarado como um elaboradíssimo panfleto que colocaria Goebbels no patamar de aprendiz de marketing. Nesse quesito dois elementos são bastante notáveis: O primeiro deles é a causa feminista. Mãe é a vítima de um sistema opressor e injusto. Na sua desvantajosa e frágil posição como mulher – e criatura –, dedica-se inteiramente à casa, aos caprichos do marido e, posteriormente, ao filho. Todavia, dada à sua falta de opção, é permanentemente subjugada por um sistema fálico patriarcal, no qual o marido – evidentemente machista, diga-se de passagem – a trata como um objeto sem importância a ser substituído e reposto por outro ao bel-prazer do seu criador e isso fica mais do que evidente quando ela diz no final do filme: “Você nunca me amou. Você amou o meu amor por você.” O segundo elemento, ainda mais evidente, fica por conta do apelo ecológico feito pelo filme, pois, como já dito acima, Aronofsky não é exclusivamente um cineasta, mas um “cineasta-ativista-ambientalista” engajado na causa – daí o traço maior da sua complexidade – pra não dizer desonestidade intelectual. Logo, o filme, nesse aspecto, não passa de um escrachado proselitismo politicamente correto que tenta, da forma mais sorrateira e barata possível, passar a visão ambientalista / ideológica do diretor para o grande público – e o pior é que funciona! Pessoalmente, apesar de acreditar piamente que a causa ecológica esteja dentro do mesmo arcabouço da causa feminista – pois não passam de meros tentáculos do mesmo monstro –, eu não entrarei aqui na questão técnica [explico melhor aqui], pois isso renderia ao texto exaustivas linhas e eu acho que já expus o suficiente. Sendo assim, termino-o apenas apontando que esses dois últimos elementos representam a essência maior – e deprimente – de Mãe! Talvez você tenha amado esse filme pelas mesmas razões que eu detestei.

Não vale a pena!

Pirula vs Ricardo Felício – A surra do milênio!

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Como profissional oriundo da área de TI desde 1995, posso dizer com certa propriedade que vi a internet dar os seus primeiros passos no Brasil. Doze anos se passaram depois da fundação do que hoje representa um dos maiores sistemas de interação virtual do planeta: O Youtube.

Criada em 2005, não demorou muito para que a plataforma mostrasse ao mundo o seu verdadeiro potencial, tanto para bem quanto para o mal. Em minha percepção como usuário, os primeiros indícios de que algo muito estranho estava acontecendo no Youtube me ocorreu entre 2007 e 2009 com a entrada massiva, repentina e organizada de pirralhos neo-ateístas que acreditavam piamente poder resolver os problemas do mundo sentados na cadeira de seus computadores e do conforto de seus lares, começando a reforma pelo fim do cristianismo. Falo aqui de uma nova safra de jovens hipersensíveis, desorientados, inseguros e presunçosos, os quais foram submetidos desde a tenra idade a um sistema subversivo de pensar e agir a partir da imposição de diretrizes politicamente corretas, ademais, que investiram maior parte do seu tempo, esforço, talento, recursos e imagem na ofensiva direta e aberta contra tudo e contra todos que se opusessem ao seu modus operandi baseado na pura e simples lógica humanista relativista. Geração essa que serviu como marionete e presa fácil dos estrategistas globais e engenheiros sociais. Dava-se início então à era da liberdade de expressão e livre pensamento. Os ataques aos grupos, instituições e pessoas diretamente envolvidas com a prática religiosa – especialmente a cristã – eram afrontosos, repugnantes, severos, humilhantes, organizados e ininterruptos e contavam ainda com campanhas antirreligiosas de ampla divulgação e aceitação nas redes sociais.

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As redes sociais hoje, especialmente o Facebook, ainda é o ponto de ancoragem dos ativistas antirreligiosos travestidos de ateus – muitos deles ainda são abertamente declarados satanistas e a grande maioria defende ideologias de esquerda e movimentos sociais. Felizmente, a hegemonia que imperava há alguns anos, da mesma maneira que surgiu, desapareceu. Essa praga de gafanhotos antirreligiosos acabou se dispersando prematuramente. Vários foram os motivos para isso, mas nenhum deles foi tão pungente quanto o engajamento do islã na web. Sim, muitos militantes neo-ateus destemidos que se lançavam em ofensivas diretas contra a religião cristã e seus praticantes foram perdendo a autoconfiança à medida que percebiam que também eram alvos da religião mais assassina do planeta – ou seja, o medo de confrontar a religião islâmica foi determinante para que muitos abandonassem a causa. Ora! É muito fácil bater na face de alguém que está disposto a oferecer o outro lado. Outro fator que também contribuiu bastante para o enfraquecimento da hegemonia neo-ateísta nas redes sociais foi o amadurecimento e consciência política de muitos que militavam contra a religião. Conforme os escândalos de corrupção foram ganhando notoriedade em todos os meios de comunicação do país a temática política inevitavelmente passou a fazer parte da lista de interesses de muitos internautas. Pessoas como Olavo de Carvalho, Pe. Paulo Ricardo, Conde Loppeux e Nando Moura foram essenciais nesse processo. Ademais, muitas páginas e canais anti neo-ateísmo também tiveram peso significativo.

Embora muitos dos que surfaram na onda neo-ateísta já tivessem lá os seus trinta e tantos anos, a maioria dos que encorpavam o caldo dos militantes destemidos do Youtube era formada por adolescentes revoltados – sem razão plausível – e cercados de todo conforto e proteção possíveis, os quais tinham como ídolos – sim, eles tinham ídolos – ícones como Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Daniel Dennett – ironia ou não, muitos desses adolescentes não haviam lido uma única linha sequer desses autores. Como ordem natural das coisas, essas crianças cresceram e, ao que tudo indica, assumiram responsabilidades e deixaram suas bandeiras neo-ateístas / socialistas de lado – e seus Toddynhos também (kkkkk). Muitos fecharam seus canais no Youtube, outros simplesmente abandonaram e não postam mais nada há pelo menos um ano, outros mudaram o nome do canal – como foi o caso do pastor ateu Yure Greco, o qual mudou de “Eu Ateu” para “Eu Ciência” numa tentativa desesperada e frustrante de angariar recursos financeiros que justificassem a manutenção do seu “trabalho” no Youtube –, alguns, curiosamente, se voltaram contra a própria modinha neo-ateísta e hoje ajudam a pulverizá-la, outros, por mera falta de opção, simplesmente fizeram do Youtube o seu local de trabalho e vivem hoje às custas das migalhas que conseguem arrecadar entre uma publicação e outra – É aqui que entra o pseudo-cientista isentão do Youtube, Dr. Pirula!

Pirula nada mais é que um órfão da onda neo-ateísta e que há anos tenta a todo custo provar para o mundo – e para si mesmo – que tem algum valor a ser reconhecido. Ele simplesmente se julga apto a discorrer sobre todo e qualquer assunto do planeta com a autoridade de quem domina o assunto. Tamanha “autoestima” – para não dizer arrogância – o leva a cometer erros pueris que constantemente põem em xeque a validade dos seus discursos – em muitas vezes do seu caráter. É prática comum no seu canal publicar videos polêmicos e logo em seguida publicar videos fazendo “curativos” aos video polêmicos publicados – o que ele chama de adendos.

Não posso afirmar aqui quais foram as verdadeiras razões que levaram o jovem pseudo-cientista a continuar com a sua… (carreira???) no Youtube como… (pesquisador? sociólogo? médico? engenheiro? youtuber? cantor? palpiteiro?), contudo, não é de se estranhar que, num país onde professores ganham mixaria, paleontólogos passem fome. Sendo assim, é mais do que conveniente – no caso dele, necessário – fazer da sua câmera a sua principal ferramenta de trabalho; do seu quarto a sua oficina; dos seus vídeos o seu ganha-pão.

Todavia, sua perceptível ânsia e persistência em aumentar a sua risível relevância na internet – e seus supostos lucros – fizeram com que Pirula, dentre outras atividades do canal, iniciasse uma verdadeira campanha de difamação contra as posições acadêmicas do climatologista e professor da USP Ricardo Felício – até aí, nada que contradiga a sua postura convencional como ex-ativista antirreligioso e atual formador de lero-lero. Curiosamente, enquanto Ricardo Felício, na prática, atua exclusivamente no campo científico, Pirula demonstra não atuar nem mesmo na teoria, pois o tempo em que perde produzindo, editando e publicando vídeos que nada tem a ver com ciência apenas demonstra o quão subutilizado e insignificante ele é para a área em que julga contribuir.

Arrisco em dizer que é bastante possível que o silêncio do professor Ricardo Felício ao longo desses cinco anos de provocações gratuitas tenha gerado no Pirula a falsa autoconfiança necessária e capaz de lhe dar a sensação de segurança não apenas para refutar as posições acadêmicas do professor Felício, mas também para lhe desferir ataques na esfera pessoal, garantindo-se na presunção de que o professor se manteria permanentemente quieto simplesmente por não descer ao seu nível de amadorismo e falta de ética. Ledo engano!

Por fim, ao assistir a todo o video-resposta do professor Ricardo Felício devo admitir que, tecnicamente, muito do que foi dito por ele fugiu à minha compreensão, o que é absolutamente normal, já que o meu entendimento sobre o tema é quase zero – Cabe pontuar que, diferentemente do Pirula, eu não sei tudo. Entretanto, independentemente de ser ou não um especialista em assuntos climáticos, fica evidente que, dadas as devidas explicações e fontes, a resposta do especialista ao farsante não se trata apenas de mais um desentendimento corriqueiro na internet entre duas pessoas que divergem de opiniões, mas sim a demonstração definitiva de que, nos tempos em que tudo parece estar invertido, a internet acabou se tornando um terreno fértil para a proliferação de imbecis que se acham produtores de conteúdo e formadores de opinião.

Confira aqui a surra na íntegra.

Foi lindo de ver!!!

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Resposta aos descontentes:

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Se o Nando Moura tem cadelinhas, o Pirula tem cães de guarda! kkkkkk…

Seja feliz à sua maneira.

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Quando eu era criança assistia a uma propaganda na TV que perguntava o seguinte: “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” Honestamente, eu vou morrer sem saber a resposta.

Hoje a pergunta se repete: As pessoas são idiotas porque consomem porcaria ou consomem porcaria porque são idiotas? A dúvida permanece.

Contudo, se tem algo que eu tenho a máxima certeza hoje é que o mundo mudou, e não mudou para melhor. Se foi por obra dos Illuminatis, das profecias bíblicas ou por um curso natural da história, num contexto geral, isso é o que menos importa.

Assim como o peixe não nota a presença da água, muitos não notam o mal que os cerca. E à medida que você se esmera em tentar alertar o máximo de pessoas sobre este mal acaba percebendo o quão estranho se torna diante do seu próprio semelhante. Sim, o mundo mudou e você não mudou com ele. Essa estranheza, ao te acompanhar dia após dia, te incomoda, e de tanto incomodar, te consome, e de tanto consumir, te enfraquece. É nessa hora que você tem de fazer uma escolha crucial: ou você se rende ao mundo ou se torna indiferente a ele.

Ora! Se a grande maioria esmagadora das pessoas se sentem confortáveis no mar de mentiras que as afoga, se maquinam as obras mais fétidas e pútridas da psique humana, se sentem-se felizes com o pouco que lhes é dado e com o muito que lhes é roubado e afeiçoam em interagir entre si como bestas amorais numa sociedade completamente adoecida pela insanidade coletiva então deixe-as pra lá, porque enquanto você sofre elas festejam!

Algumas coisas, por mais que te afetem, você não conseguirá mudar. Resta-lhe então buscar o que é melhor para você.

Seja feliz à sua maneira!

ENEM 2016. Chuta que é macumba!!!

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[Esse texto nada tem a ver com o ENEM, mas tem tudo a ver com o título de sua redação]

Tentei localizar alguma explicação etimológica para a famigerada frase “Chuta que é macumba!”, mas encontrei apenas algumas citações não muito conclusivas. Alguns dizem que essa expressão tem o mesmo valor semântico que a frase “Sai de ré, Satanás”, frase essa que foi muito difundida entre os cristãos mais fervorosos em décadas passadas. Alguns associam tal frase a um estigma preconceituoso e excludente contra os praticantes das religiões afrodescendentes. Contudo, a explicação mais aceita – e que me parece ser a mais plausível – é que essa frase remete a alguma situação de risco o qual deve ser combatido ou evitado. Até aí nada demais!

MACUMBA é uma palavra de origem angolana, do quimbundo MA (o que assusta) + KUMBA (soar assustadoramente). Não por acaso, hoje ela é mais uma daquelas palavras mal vistas que os linguistas marxistas colocaram no hall de palavras marginalizadas pela “elite culta branca e fascista”, a qual possui acesso privilegiado à educação de primeiríssima qualidade. Neste mesmo hall de termos ofensivos e desgraçados encontram-se palavras como HOMOSSEXUALISMO – que hoje virou um verdadeiro insulto –; FAVELA, que hoje se diz COMUNIDADE; NEGRO, que hoje se diz afrodescendente; GORDO, que hoje se diz portador de sobrepeso; PROSTITUTA, que hoje se diz profissional do sexo; TRAVECO, que hoje se diz transgênero, e assim por diante… [Para conhecer mais dessas pérolas recomendo o Dicionário Politicamente Correto, da editora L&PM].

Em agosto de 2014 a revista Carta Capital publicou uma matéria extremamente tendenciosa onde apontava uma suposta perseguição dos cristãos contra os religiosos de matriz africana, haja vista, motivada especificamente por intolerância religiosa. [Obs: O título da matéria, que antes era “Até quando a religião africana sofrerá com o ódio fundamentalista?”, foi modificado para “Os orixás protegem”, provavelmente de tão grosseiro que ficou o título inicial]. Logo nos dois primeiros parágrafos do texto percebe-se facilmente que, dentre várias possibilidades que poderiam elucidar os atentados contra o terreiro citado na matéria, a primeira hipótese é sempre a do ódio dos evangélicos contra os afrodescendentes. Ou seja, se um terreiro de macumba pegar fogo por um curto circuito causado pela má instalação elétrica do local então a primeira linha de investigação policial deve, por via de regra, ter o foco voltado para a intolerância e o racismo dos cristãos contra os afrodescendentes, como se tal procedimento estivesse numa espécie de ordem de prioridades lógicas e investigativas do Novo Manual Politicamente Correto da Desconstrução Cristã. Ora! Isso é no mínimo ridículo!!!

Vejam, aconteceu comigo: Entre os anos de 1990 e 1998 morei na Baixada Fluminense – RJ, exatamente numa casa de esquina (encruzilhada) que fica a poucos metros de um grande terreiro de macumba – e que está em pleno funcionamento até hoje. Enquanto estive ali inúmeras foram as vezes em que eu fui abruptamente acordado pelos estampidos de fogos de artifício em plena madrugada. Gritarias, gargalhadas bizarras e batucadas noites adentro eram atividades rotineiras deste centro de macumba. Esses crimes [1] [2] aconteciam, pelo menos, de uma a duas vezes por semana e ninguém, absolutamente ninguém falava absolutamente NADA!!! Nem ateus, nem cristãos!!!

Meus pais, coitados, eram os que mais sofriam com esse desrespeito, pois trabalhavam o dia todo e à noite tinham o seu direito ao descanso violado por um absolutismo religioso arbitrário e totalitário que não se importava em zelar por um bom convívio com seus vizinhos. O verão do Rio de Janeiro era o período mais insuportável do ano, pois, como condicionador de ar naquela época era coisa de rico, se fechássemos a janela não dormíamos com o calor. Se abríssemos a janela não dormíamos com o barulho. Várias foram as vezes em que o meu rendimento na escola e no trabalho foram afetados por causa das noites mal dormidas.

O leitor pode se perguntar porque meus pais não foram ao terreiro ou até mesmo à prefeitura se queixar dos constantes transtornos que o centro de macumba nos causava. Bom, a resposta é muito simples: MEDO! Não de entidades espirituais ou coisas do tipo, mas medo dos próprios frequentadores do terreiro que acolhia traficantes locais, políticos influentes da região e gente da alta sociedade oriunda das partes mais nobres do Rio de Janeiro, os quais se reuniam semanalmente para tomar seus banhos de sangue, baforadas de charutos na cara e litros e mais litros de cachaça barata. O homossexualismo que ali circundava era algo notório e predominante. Ora! Não é por acaso que muitos gaysistas hoje têm ligações estreitas com as religiões afrodescendentes, pois há uma familiaridade muito grande entre eles. Aliás, todos estão direta e indiretamente ligados a um mesmo circuito [Leitura recomendada].

Não obstante às violações comumente praticadas pelos membros daquela religião, nós, por morarmos adjacentes  a uma encruzilhada, éramos rotineiramente afetados com péssimo odor exalado pelo sangue pútrido dos animais que eram sacrificados e deixados nas encruzilhadas e nas calçadas como formas de oferendas às entidades cultuadas pelos membros daquele terreiro. Quem já estudou um pouco sobre religiões alternativas sabe como funcionam as de matriz africana. No livro de São Cipriano, por exemplo, uma das “magias” envolve cegar um gato vivo e colocar favas em seus olhos, ânus e outros orifícios a fim de se tornar invisível. Outros livros envolvem a retirada dos dentes, patas e outras partes do corpo de animais ainda vivos.

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Infelizmente a nossa legislação falha no tocante à proteção destes animais. No Artigo 5º da CF lemos: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” Os cristãos atuais são veementemente contra à prática de sacrifícios de animais para fins religiosos, no entanto se veem amarrados não apenas pela legislação vigente, mas também pelas inúmeras ocorrências relatadas no Pentateuco, as quais são usadas como um excelente pretexto pelos anticristãos para que absolutamente nada seja dito contra as atrocidades cometidas contra animais hoje.

Enquanto isso os evangélicos, os terríveis fundamentalistas evangélicos, encerravam suas atividades às 21:00h, pegavam suas bíblias, as colocavam debaixo do braço e seguiam pacificamente em direção aos seus domicílios sem dar um único pio que não fosse entre eles. Na pior das ocorrências, quando faziam suas vigílias pela madrugada, faziam com o templo completamente fechado e sem produzir um único ruído que perturbasse o sono da vizinhança.

…e a intolerância é nossa!!!