Ministério da Cultura, o retorno!

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Temer recua e cultura volta como ministério na segunda-feira.

A ideia não me agrada, obviamente, mas talvez seja uma manobra estrategicamente necessária e até mesmo útil, dada a dimensão da histeria coletiva feita pela esquerda artística do país. Devemos lembrar que o impeachment de Dilma Rousseff ainda não terminou, logo, entre aumentar a popularidade do presidente e comprar briga com uma classe artística barulhenta, decerto Temer sabidamente optará pela primeira.

Sobretudo, mais importante do que existir ou não existir um ministério exclusivo para cultura é acalmar os ânimos dessa classe ao mesmo tempo que se tem o controle dos recursos que serão destinados para este fim, fazendo assim com que um ministério sirva mais como uma espécie de emblema cultural do que uma torneira aberta para se promover partidos políticos. Ou seja, eles têm o ministério como representação e o governo o controle dos gastos – bom, pelo menos é isso que eu espero!

Se você disser, por exemplo, que a peça teatral “Os macaquinhos” não recebem verba estatal alguma você estará absolutamente certo! Mas então o que ela tem a ver com o Ministério da Cultura? Respondo: Com o ministério nada; com a cultura tudo!!! Essa peça teatral é o exemplo mais perfeito para se medir o nível de insanidade coletiva que atingimos, especialmente o nível de degradação do senso crítico comum – não se sabe mais distinguir arte de nojeira.

Evidentemente, a cultura – como bramiram os ensandecidos – não pertence ao governo, mas sim ao povo. Curiosamente, a classe iluminada que hoje se auto-elege como representante-proprietária da cultura histórica do país é a mesma que formatou nas últimas cinco décadas os ditames de uma nova cultura capaz de rebaixar Machado de Assis ao patamar de Kéfera Buchmann.

A nova cultura brasileira chegou a um nível de degradação tão vil que tirar essa representação de seus consumidores mais adictos de uma hora para outra seria como tirar o crack do viciado em estágio terminal.

Sendo assim, deixemo-nos que continuem enfiando seus dedos nos cus uns dos outros em paz!

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