Quando a revolta já não nos basta!

ana

Hoje de manhã a jovem Ana Beatriz Pereira Fraga, de 17 anos, foi assassinada num arrastão ocorrido na Linha Amarela, Rio de Janeiro. Ela estava a caminho do aeroporto com seus familiares e faria uma surpresa para a mãe que chegava de viagem para comemorar o dia das mães. O padrasto, numa reação instintiva, tentou furar o bloqueio dos bandidos e a jovem foi alvejada com um tiro na cabeça. Isso aconteceu a poucos quilômetros de onde eu moro (http://zip.net/bftfNm).

Após o ocorrido não houve ali mobilização de pessoas protestando pela morte de um inocente, não houve bloqueio de ruas, queima de pneus, cartazes “queremos justiça”, comércio fechado ou histerismo coletivo. Não houve também cobertura jornalística com cinegrafistas registrando e transmitindo ao vivo o desespero da mãe relapsa que acabara de perder o filho envolvido com o tráfico de drogas. Não houve ali direitos humanos, conselho da criança e do adolescente, feministas radicais em defesa da mulher, PT ou PSOL! Foi apenas mais um dia normal no Rio de Janeiro.

Não houve nada disso e nem poderia porque na visão doentia dos segregadores de classes a jovem Ana Beatriz pertencia a um grupo social elitista privilegiado que é diretamente responsável por gerar a desigualdade e injustiça da qual ela mesma foi vítima. Ademais, ela também pertencia a um grupo étnico privilegiado não contemplado pela proteção das ONGs ideológicas raciais. Para os mais radicais da esquerda, ela mereceu morrer!!!

lola

Mas há, sobretudo, um silêncio desesperador daqueles que estão reféns da exponencial violência urbana das grandes cidades, pois sabem que a qualquer momento podem incorrer na mesma infelicidade da jovem Ana Beatriz simplesmente por ser um pacato cidadão desarmado pelo Estado. Há também um silêncio cínico e complacente daqueles que ignoram essa realidade alarmante, reduzindo em debates de pouca importância os quase sessenta mil homicídios por ano registrados pela polícia nesse país. Ao que tudo indica, Ana Beatriz será apenas mais um número acrescentado numa estatística banalizada pelo Estado e pela bancada protetora de menores assassinos.

Quando leio notícias como esta as primeiras imagens que me vem à cabeça não são as do Fernandinho Beira Mar ou as do Zé Pequeno, tampouco as dos “menores infratores” andando livremente pelas favelas do Rio com as suas metralhadoras e fuzis pendurados nos ombros. As imagens que me vem são muito mais perturbadoras: São as de Jean Wyllys, Maria do Rosário, Gleisi Hoffmann, Vanessa Grazziotin, Marilena Chauí, Chico Alencar, Luciana Genro, Érika Kokay, Jandira Feghali e tantos os outros psicopatas da esquerda que tratam bandidos como vítimas da sociedade. Vocês sim, carregam nas mãos o sangue dessa jovem!!!

Honestamente, eu não consigo ter ojeriza de bandido na mesma proporção em que tenho dos defensores de bandidos.

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