Pedofilia ganha novo verniz: “Arte Contemporânea”

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Vamos analisar duas situações distintas:

Situação 1

“Uma mulher que estava a caminho do trabalho queixou-se de assédio por ter recebido assobios de homens rústicos que trabalhavam numa obra pública. Como a mulher estava com fones de ouvido e muito apressada não percebeu que os assobios eram na verdade tentativas de alertá-la para o perigo iminente dos buracos ao longo da via. Um dos homens, no intuito de certificar-se de que a mulher havia realmente entendido o alerta, correu em sua direção e por trás tocou-lhe o ombro, o que foi considerado pela mulher como tentativa de estupro. O caso, embora inusitado, rendeu textões e protestos nas redes sociais, atraso na obra e longos depoimentos na delegacia da mulher.”

Situação 2

“No Museu de Arte Moderna de São Paulo aconteceu o 35º Panorama da Arte Brasileira. Dentre os variados atos da peça A Besta, o mais marcante foi a do homem deitado completamente nu que era tocado nos pés, mãos e cabeça por crianças que assistiam à peça – uma delas de seis anos de idade. O ocorrido também ganhou textões e protestos ojerizados nas redes sociais por parte do público retrógrado conservador, o qual classificou a peça como obscenidade e pedofilia.”

As duas situações acima, além de mostrar o grande paradoxo intencional praticado pela esquerda, aponta ainda o modelo de narrativa comumente difundido pela mídia para confundir, manipular e desinformar o grande público usando o método de problematizar o que é banal e banalizar o que é problemático – técnica de manipulação essa descrita detalhadamente no livro de Pascal Bernadin, Maquiavel Pedagogo e o Ministério da Reforma Psicológica. Ora! Se todo homem é um estuprador em potencial – segundo a “lógica” das feministas radicais – por que raios então promover uma peça teatral que faz a associação de um “estuprador” nu com crianças a sua volta?
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Farei agora uma analogia mais simples:

Quem se lembra do filme Karatê Kid? Pois bem, o filme nos mostra que o objetivo único do Mestre Miyagi, tutor de Daniel-San, era ensiná-lo arte marcial para que o jovem alcançasse o mesmo nível técnico dos seus agressores e assim defender-se. Não há em momento algum do filme a menor menção de que o Mestre Miyagi tivesse algum interesse em explorar no seu aluno o seu potencial como lutador, tampouco interagir com ele.

O mesmo, infelizmente, não acontece com os indivíduos adultos que se lançam abertamente em defesa da formação precoce da consciência sexual para crianças – num linguajar mais específico: Pedofilia. Nas palavras da escritora Anna Salter, não passam de monstros vorazes que usam o discurso do politicamente correto sob o pretexto do combate ao preconceito e diversidade sexual, mas com o objetivo maior de saciar suas próprias lascivas e apetites sexuais desordenados. Não estão, nem de longe, preocupados com o bem estar emocional ou físico da criança.

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O único remédio capaz de curar definitivamente um pedófilo é uma única dose de 9mm no meio da testa.

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Mãe! Um filme boboca que desperta amor e ódio.

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Bom, primeiramente, deixe-me esclarecer três pontos importantes antes de dar prosseguimento ao texto: Com esse título é evidente que eu não tecerei elogio algum ao filme; O texto abaixo reflete a minha opinião particular sobre o filme, logo, se você teve outra opinião então ótimo, escreva um texto e publique-o na internet, não leve isso para o pessoal; Se você é da geração frescura, que perde o sono quando alguém te conta algum filme antes de você o ter assistido, então esse é o momento exato de você fechar essa página e navegar feliz por outros sites.

Navegando pela internet percebi que muito se tem comentado sobre o mais recente lançamento intitulado Mãe! (com exclamação mesmo). Os debates eram quase sempre acalorados e o filme parecia causar uma polarização acentuada entre os que o assistiam. Não tinha um meio termo; muitos o odiavam, muitos o amavam. Curiosamente, do ponto de vista político, os progressistas se mostravam mais receptivos e inclinados a elogiar o filme, ao passo que os conservadores expressavam comentários mais deselegantes. Algum motivo havia para isso e eu estava curioso para saber o porquê. Procurei então descobrir as razões para este fenômeno da maneira mais cuidadosa possível, afinal de contas, eu queria tirar as minhas próprias conclusões na sala do cinema. Entre uma pesquisa e outra na internet, procurei colher o maior número de informações possíveis sem estragar a magia da descoberta, mas foi inevitável não pegar a essência do filme logo nas primeiras linhas dos textos que falam sobre ele. E acreditem, isso foi ótimo!!!

Vá a um museu de arte moderna onde pessoas “cultas”, “inteligentes” e “descoladas” costumam circular. Pare em frente a um daqueles quadros rabiscados de algum artista contemporâneo desconhecido – pintados com tinta e vômito – isolados numa ampla parede branca e com luz projetada em sua direção e fique ali parado por não sei quanto tempo tentando achar algum significado nele. É assim que você vai sair do cinema após ter assistido Mãe! se não entender antes a proposta do filme.

A pretensa intenção de Darren Aronofsky em tornar a sua “obra de arte” um enigma de outro planeta – fazendo com que os mortais terrestres entrem em parafuso tentando entender a sua visão pessoal de Deus – quase atingiu o seu objetivo sublime, se não fosse por um pequeno detalhe: A história já é conhecida há mais de dois mil anos pelos mortais habitantes do planeta Terra – daí vem a grande mística do filme: Não entender a história em si, mas sim a cabeça do diretor. O filme é um enlatado que pode ser bom ou ruim, a decisão dependerá do seu paladar.

Por muito pouco Mãe! não foi um dos filmes mais confusos, cansativos e frustrantes da história do cinema, isso graças à majestosa atuação de Jennifer Lawrence e dos recursos audiovisuais empregados na película. Fora isso, o filme não merece ser assistido nem mesmo com entradas francas e pipocas grátis, pois não passa de mais uma alegoria barata e sem originalidade alguma customizada apenas para servir de quebra-cabeça e passatempo, no qual o próprio diretor parece se perder entre simbologia e realidade. Sendo mais claro: O filme não passa de uma versão pueril de O Fim dos Dias (1999) feita por um estagiário de cinema recém contratado.

Vamos ao roteiro: Do mesmo modo que um aluno preguiçoso deixa para estudar um dia antes da prova, Aronofsky demonstra ter feito um condensado bíblico apressado, confuso e negligente. Logo, o resultado não poderia ser outro, senão mais de duas horas de muitos bocejos e caras de paisagem ao final do filme [Diga-se de passagem, o roteiro foi escrito em apenas cinco dias, depois de Aronofsky – segundo ele – ter tido um “sonho fervoroso” – ou seria uma “viagem” regada a muito LSD???].

Do ponto de vista conceitual – o mais percebido entre os que “entenderam” –, o filme mostra que o homem é o grande causador da degradação do seu próprio habitat num contexto global. Ademais, as mais variadas interpretações que cada indivíduo tem do “criador” resulta numa interminável dissensão entre os povos, o que culmina em diferenças religiosas, disputas políticas e mais todo o caos mostrado no filme. Dentro da ótica analógica (marido e mulher), uma segunda interpretação ainda é válida: a de que os casamentos baseados no modelo nuclear monogâmico não foram feitos para durar – ou, na melhor das hipóteses, são um verdadeiro inferno;

Do ponto de vista bíblico, o filme é um grandioso desastre literal: Deus é interpretado por Javier Bardem, Ed Harris é Adão, Michelle Pfeiffer é Eva, Domhnall Gleeson é Caim, Brian Glesson é Abel e Jennifer Lawrence é a Mãe (Natureza). Na tentativa de apresentar uma nova perspectiva dos personagens bíblicos ao grande público – assim como fez em Noé –, Aronofsky exagera na fórmula ao humanizar Deus demasiadamente, colocando-o como um líder egocêntrico, indiferente, confuso, insensível, perturbado, obcecado, sádico, inconstante e nada, absolutamente nada onisciente – possivelmente a própria imagem de Aronofsky, creio eu. O conflito de interesses e posições entre Deus e Mãe ocorre logo após a chagada de Adão na casa (a casa representa o planeta Terra). Muitas são as nuances e referências à bíblia, mas quase todas elas apelativas, exageradas e desconexas – a Mãe (Natureza), por si só, é a maior delas (explico melhor abaixo), pois seu personagem desdobra-se convenientemente no decorrer do filme, podendo ser interpretada como Mãe Natureza, Ave Maria (Mãe de Deus) e seu Sagrado Coração. O contraste e a falta de fidelidade às escrituras acontecem a todo instante do filme, fazendo com que o espectador tenha, em muitos momentos, profunda raiva e aversão das decisões isoladas e atitudes precipitadas tomadas por Deus, o qual está permanentemente preocupado com suas próprias criações, especialmente pelo fato de ser adorado por elas. Tamanho desprezo pelos “sentimentos” da Mãe (Natureza), além de gerar permanente sensação de agonia nos espectadores durante duas horas, gera, no filme, um conflito que culmina no apocalipse – que nada tem a ver com o Apocalipse bíblico –, por conseguinte na extinção da humanidade, seguida pela extinção da natureza e, por fim, da própria Mãe, retomando assim o enredo ao ponto inicial do filme como uma espécie de ciclo interminável. Contudo, de todas as incongruências propositais apresentadas ao longo do filme – decerto ele nos dá elementos suficientes para se escrever um livro refutando-o com larga vantagem –, nenhum deles é maior do que o ato vil e covarde no qual Deus, agindo de modo astuto e oportuno, retira o menino Jesus dos braços da Mãe sem o seu consentimento, entregando-o deliberadamente aos homens para sacrifício e expiação dos pecados – friso aqui SEM O CONSENTIMENTO da Mãe, uma vez que Deus se aproveitou do sono dela para fazê-lo premeditadamente. Ora! Segundo Aronofsky, Deus amou o mundo de tal maneira que RAPTOU o seu único filho e o entregou aos homens para que todo aquele que nele… (você já conhece a história). Tudo, claro, em nome da santa vaidade e orgulho de Deus – ou seria do próprio Aronofsky? Bom… Cabe pontuar ainda a passagem extremamente grotesca e inapropriada onde a concepção de Jesus se dá pelo resultado de uma “trepada” – sim, TREPADA foi o termo usado pela esposa para afrontar o marido durante uma briga conjugal – no meio da escada após reivindicação histérica da mulher. Há também o ato perturbador onde Jesus – ainda bebê – é canibalizado pelo humanos numa cena completamente horripilante. Isso é de uma desonestidade intelectual monstruosa! Ora! Se a bíblia é um livro verdadeiro ou mentiroso isso não é um problema a ser “resolvido” por um cineasta, logo o cerne da questão não é a veracidade bíblica, haja vista, ela simplesmente existe do jeito que é e ponto final. Mas já que o filme faz inúmeras referências às escrituras, que as faça então do modo mais honesto e autêntico possível, não incrementando o roteiro com mentiras, delírios, fantasias e fábulas tendenciosas tiradas da cabeça de um lunático megalomaníaco;

Do ponto de vista filosófico, o filme abre espaço para muitas e muitas interpretações: Eu poderia sintetizar essa parte afirmando que a personalidade de Deus, segundo a visão niilista de Aronofsky, está muito mais para Friedrich Nietzsche do que para Thomaz de Aquino. Mas o filme se chama Mãe! e não Pai! Sendo assim, o conceito da Mãe (Natureza) trazido por Aronofsky está intimamente vinculado ao seu ativismo ambiental (mas isso eu comento mais abaixo). Ademais, tal simbologia – em dissonância com a filosofia judaico-cristã (que é a base central do filme, cabe ressaltar) –, não encontra respaldo algum na religião monoteísta supracitada, a não ser nas mitologias gregas, egípcias, romanas, babilônicas e indianas. Daí, além de percebermos a salada feita pelo diretor, entendemos a verdadeira origem do conflito permanente entre marido e mulher – ou Deus e Mãe –, pois são dois personagens com vertentes totalmente distintas. Noutro exemplo, se pegarmos o pensamento de Baruch Spinoza, inferimos que a Mãe (Natureza), tem prioridades absolutamente antagônicas às de Deus (Judaico) e que o final da história não poderia ser outro, senão um casamento arruinado [no sentido literal] e / ou a extinção da humanidade [no sentido alegórico]. É oportuno comentar também que a aceitação pública conquistada pela Mãe (Natureza), em contraste com o personagem Deus, é espantosamente maior, pois a Mãe se identifica emocionalmente com o espectador, uma vez que se conecta intensamente com o público pelo aspecto racional da trama – isso é absolutamente intencional e fará total sentido no tópico abaixo;

Do ponto de vista ideológico, o filme pode ser encarado como um elaboradíssimo panfleto que colocaria Goebbels no patamar de aprendiz de marketing. Nesse quesito dois elementos são bastante notáveis: O primeiro deles é a causa feminista. Mãe é a vítima de um sistema opressor e injusto. Na sua desvantajosa e frágil posição como mulher – e criatura –, dedica-se inteiramente à casa, aos caprichos do marido e, posteriormente, ao filho. Todavia, dada à sua falta de opção, é permanentemente subjugada por um sistema fálico patriarcal, no qual o marido – evidentemente machista, diga-se de passagem – a trata como um objeto sem importância a ser substituído e reposto por outro ao bel-prazer do seu criador e isso fica mais do que evidente quando ela diz no final do filme: “Você nunca me amou. Você amou o meu amor por você.” O segundo elemento, ainda mais evidente, fica por conta do apelo ecológico feito pelo filme, pois, como já dito acima, Aronofsky não é exclusivamente um cineasta, mas um “cineasta-ativista-ambientalista” engajado na causa – daí o traço maior da sua complexidade – pra não dizer desonestidade intelectual. Logo, o filme, nesse aspecto, não passa de um escrachado proselitismo politicamente correto que tenta, da forma mais sorrateira e barata possível, passar a visão ambientalista / ideológica do diretor para o grande público – e o pior é que funciona! Pessoalmente, apesar de acreditar piamente que a causa ecológica esteja dentro do mesmo arcabouço da causa feminista – pois não passam de meros tentáculos do mesmo monstro –, eu não entrarei aqui na questão técnica [explico melhor aqui], pois isso renderia ao texto exaustivas linhas e eu acho que já expus o suficiente. Sendo assim, termino-o apenas apontando que esses dois últimos elementos representam a essência maior – e deprimente – de Mãe! Talvez você tenha amado esse filme pelas mesmas razões que eu detestei.

Não vale a pena!

Pirula vs Ricardo Felício – A surra do milênio!

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Como profissional oriundo da área de TI desde 1995, posso dizer com certa propriedade que vi a internet dar os seus primeiros passos no Brasil. Doze anos se passaram depois da fundação do que hoje representa um dos maiores sistemas de interação virtual do planeta: O Youtube.

Criada em 2005, não demorou muito para que a plataforma mostrasse ao mundo o seu verdadeiro potencial, tanto para bem quanto para o mal. Em minha percepção como usuário, os primeiros indícios de que algo muito estranho estava acontecendo no Youtube me ocorreu entre 2007 e 2009 com a entrada massiva, repentina e organizada de pirralhos neo-ateístas que acreditavam piamente poder resolver os problemas do mundo sentados na cadeira de seus computadores e do conforto de seus lares, começando a reforma pelo fim do cristianismo. Falo aqui de uma nova safra de jovens hipersensíveis, desorientados, inseguros e presunçosos, os quais foram submetidos desde a tenra idade a um sistema subversivo de pensar e agir a partir da imposição de diretrizes politicamente corretas, ademais, que investiram maior parte do seu tempo, esforço, talento, recursos e imagem na ofensiva direta e aberta contra tudo e contra todos que se opusessem ao seu modus operandi baseado na pura e simples lógica humanista relativista. Geração essa que serviu como marionete e presa fácil dos estrategistas globais e engenheiros sociais. Dava-se início então à era da liberdade de expressão e livre pensamento. Os ataques aos grupos, instituições e pessoas diretamente envolvidas com a prática religiosa – especialmente a cristã – eram afrontosos, repugnantes, severos, humilhantes, organizados e ininterruptos e contavam ainda com campanhas antirreligiosas de ampla divulgação e aceitação nas redes sociais.

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As redes sociais hoje, especialmente o Facebook, ainda é o ponto de ancoragem dos ativistas antirreligiosos travestidos de ateus – muitos deles ainda são abertamente declarados satanistas e a grande maioria defende ideologias de esquerda e movimentos sociais. Felizmente, a hegemonia que imperava há alguns anos, da mesma maneira que surgiu, desapareceu. Essa praga de gafanhotos antirreligiosos acabou se dispersando prematuramente. Vários foram os motivos para isso, mas nenhum deles foi tão pungente quanto o engajamento do islã na web. Sim, muitos militantes neo-ateus destemidos que se lançavam em ofensivas diretas contra a religião cristã e seus praticantes foram perdendo a autoconfiança à medida que percebiam que também eram alvos da religião mais assassina do planeta – ou seja, o medo de confrontar a religião islâmica foi determinante para que muitos abandonassem a causa. Ora! É muito fácil bater na face de alguém que está disposto a oferecer o outro lado. Outro fator que também contribuiu bastante para o enfraquecimento da hegemonia neo-ateísta nas redes sociais foi o amadurecimento e consciência política de muitos que militavam contra a religião. Conforme os escândalos de corrupção foram ganhando notoriedade em todos os meios de comunicação do país a temática política inevitavelmente passou a fazer parte da lista de interesses de muitos internautas. Pessoas como Olavo de Carvalho, Pe. Paulo Ricardo, Conde Loppeux e Nando Moura foram essenciais nesse processo. Ademais, muitas páginas e canais anti neo-ateísmo também tiveram peso significativo.

Embora muitos dos que surfaram na onda neo-ateísta já tivessem lá os seus trinta e tantos anos, a maioria dos que encorpavam o caldo dos militantes destemidos do Youtube era formada por adolescentes revoltados – sem razão plausível – e cercados de todo conforto e proteção possíveis, os quais tinham como ídolos – sim, eles tinham ídolos – ícones como Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Daniel Dennett – ironia ou não, muitos desses adolescentes não haviam lido uma única linha sequer desses autores. Como ordem natural das coisas, essas crianças cresceram e, ao que tudo indica, assumiram responsabilidades e deixaram suas bandeiras neo-ateístas / socialistas de lado – e seus Toddynhos também (kkkkk). Muitos fecharam seus canais no Youtube, outros simplesmente abandonaram e não postam mais nada há pelo menos um ano, outros mudaram o nome do canal – como foi o caso do pastor ateu Yure Greco, o qual mudou de “Eu Ateu” para “Eu Ciência” numa tentativa desesperada e frustrante de angariar recursos financeiros que justificassem a manutenção do seu “trabalho” no Youtube –, alguns, curiosamente, se voltaram contra a própria modinha neo-ateísta e hoje ajudam a pulverizá-la, outros, por mera falta de opção, simplesmente fizeram do Youtube o seu local de trabalho e vivem hoje às custas das migalhas que conseguem arrecadar entre uma publicação e outra – É aqui que entra o pseudo-cientista isentão do Youtube, Dr. Pirula!

Pirula nada mais é que um órfão da onda neo-ateísta e que há anos tenta a todo custo provar para o mundo – e para si mesmo – que tem algum valor a ser reconhecido. Ele simplesmente se julga apto a discorrer sobre todo e qualquer assunto do planeta com a autoridade de quem domina o assunto. Tamanha “autoestima” – para não dizer arrogância – o leva a cometer erros pueris que constantemente põem em xeque a validade dos seus discursos – em muitas vezes do seu caráter. É prática comum no seu canal publicar videos polêmicos e logo em seguida publicar videos fazendo “curativos” aos video polêmicos publicados – o que ele chama de adendos.

Não posso afirmar aqui quais foram as verdadeiras razões que levaram o jovem pseudo-cientista a continuar com a sua… (carreira???) no Youtube como… (pesquisador? sociólogo? médico? engenheiro? youtuber? cantor? palpiteiro?), contudo, não é de se estranhar que, num país onde professores ganham mixaria, paleontólogos passem fome. Sendo assim, é mais do que conveniente – no caso dele, necessário – fazer da sua câmera a sua principal ferramenta de trabalho; do seu quarto a sua oficina; dos seus vídeos o seu ganha-pão.

Todavia, sua perceptível ânsia e persistência em aumentar a sua risível relevância na internet – e seus supostos lucros – fizeram com que Pirula, dentre outras atividades do canal, iniciasse uma verdadeira campanha de difamação contra as posições acadêmicas do climatologista e professor da USP Ricardo Felício – até aí, nada que contradiga a sua postura convencional como ex-ativista antirreligioso e atual formador de lero-lero. Curiosamente, enquanto Ricardo Felício, na prática, atua exclusivamente no campo científico, Pirula demonstra não atuar nem mesmo na teoria, pois o tempo em que perde produzindo, editando e publicando vídeos que nada tem a ver com ciência apenas demonstra o quão subutilizado e insignificante ele é para a área em que julga contribuir.

Arrisco em dizer que é bastante possível que o silêncio do professor Ricardo Felício ao longo desses cinco anos de provocações gratuitas tenha gerado no Pirula a falsa autoconfiança necessária e capaz de lhe dar a sensação de segurança não apenas para refutar as posições acadêmicas do professor Felício, mas também para lhe desferir ataques na esfera pessoal, garantindo-se na presunção de que o professor se manteria permanentemente quieto simplesmente por não descer ao seu nível de amadorismo e falta de ética. Ledo engano!

Por fim, ao assistir a todo o video-resposta do professor Ricardo Felício devo admitir que, tecnicamente, muito do que foi dito por ele fugiu à minha compreensão, o que é absolutamente normal, já que o meu entendimento sobre o tema é quase zero – Cabe pontuar que, diferentemente do Pirula, eu não sei tudo. Entretanto, independentemente de ser ou não um especialista em assuntos climáticos, fica evidente que, dadas as devidas explicações e fontes, a resposta do especialista ao farsante não se trata apenas de mais um desentendimento corriqueiro na internet entre duas pessoas que divergem de opiniões, mas sim a demonstração definitiva de que, nos tempos em que tudo parece estar invertido, a internet acabou se tornando um terreno fértil para a proliferação de imbecis que se acham produtores de conteúdo e formadores de opinião.

Confira aqui a surra na íntegra.

Foi lindo de ver!!!

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Resposta aos descontentes:

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Se o Nando Moura tem cadelinhas, o Pirula tem cães de guarda! kkkkkk…

Seja feliz à sua maneira.

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Quando eu era criança assistia a uma propaganda na TV que perguntava o seguinte: “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” Honestamente, eu vou morrer sem saber a resposta.

Hoje a pergunta se repete: As pessoas são idiotas porque consomem porcaria ou consomem porcaria porque são idiotas? A dúvida permanece.

Contudo, se tem algo que eu tenho a máxima certeza hoje é que o mundo mudou, e não mudou para melhor. Se foi por obra dos Illuminatis, das profecias bíblicas ou por um curso natural da história, num contexto geral, isso é o que menos importa.

Assim como o peixe não nota a presença da água, muitos não notam o mal que os cerca. E à medida que você se esmera em tentar alertar o máximo de pessoas sobre este mal acaba percebendo o quão estranho se torna diante do seu próprio semelhante. Sim, o mundo mudou e você não mudou com ele. Essa estranheza, ao te acompanhar dia após dia, te incomoda, e de tanto incomodar, te consome, e de tanto consumir, te enfraquece. É nessa hora que você tem de fazer uma escolha crucial: ou você se rende ao mundo ou se torna indiferente a ele.

Ora! Se a grande maioria esmagadora das pessoas se sentem confortáveis no mar de mentiras que as afoga, se maquinam as obras mais fétidas e pútridas da psique humana, se sentem-se felizes com o pouco que lhes é dado e com o muito que lhes é roubado e afeiçoam em interagir entre si como bestas amorais numa sociedade completamente adoecida pela insanidade coletiva então deixe-as pra lá, porque enquanto você sofre elas festejam!

Algumas coisas, por mais que te afetem, você não conseguirá mudar. Resta-lhe então buscar o que é melhor para você.

Seja feliz à sua maneira!

ENEM 2016. Chuta que é macumba!!!

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[Esse texto nada tem a ver com o ENEM, mas tem tudo a ver com o título de sua redação]

Tentei localizar alguma explicação etimológica para a famigerada frase “Chuta que é macumba!”, mas encontrei apenas algumas citações não muito conclusivas. Alguns dizem que essa expressão tem o mesmo valor semântico que a frase “Sai de ré, Satanás”, frase essa que foi muito difundida entre os cristãos mais fervorosos em décadas passadas. Alguns associam tal frase a um estigma preconceituoso e excludente contra os praticantes das religiões afrodescendentes. Contudo, a explicação mais aceita – e que me parece ser a mais plausível – é que essa frase remete a alguma situação de risco o qual deve ser combatido ou evitado. Até aí nada demais!

MACUMBA é uma palavra de origem angolana, do quimbundo MA (o que assusta) + KUMBA (soar assustadoramente). Não por acaso, hoje ela é mais uma daquelas palavras mal vistas que os linguistas marxistas colocaram no hall de palavras marginalizadas pela “elite culta branca e fascista”, a qual possui acesso privilegiado à educação de primeiríssima qualidade. Neste mesmo hall de termos ofensivos e desgraçados encontram-se palavras como HOMOSSEXUALISMO – que hoje virou um verdadeiro insulto –; FAVELA, que hoje se diz COMUNIDADE; NEGRO, que hoje se diz afrodescendente; GORDO, que hoje se diz portador de sobrepeso; PROSTITUTA, que hoje se diz profissional do sexo; TRAVECO, que hoje se diz transgênero, e assim por diante… [Para conhecer mais dessas pérolas recomendo o Dicionário Politicamente Correto, da editora L&PM].

Em agosto de 2014 a revista Carta Capital publicou uma matéria extremamente tendenciosa onde apontava uma suposta perseguição dos cristãos contra os religiosos de matriz africana, haja vista, motivada especificamente por intolerância religiosa. [Obs: O título da matéria, que antes era “Até quando a religião africana sofrerá com o ódio fundamentalista?”, foi modificado para “Os orixás protegem”, provavelmente de tão grosseiro que ficou o título inicial]. Logo nos dois primeiros parágrafos do texto percebe-se facilmente que, dentre várias possibilidades que poderiam elucidar os atentados contra o terreiro citado na matéria, a primeira hipótese é sempre a do ódio dos evangélicos contra os afrodescendentes. Ou seja, se um terreiro de macumba pegar fogo por um curto circuito causado pela má instalação elétrica do local então a primeira linha de investigação policial deve, por via de regra, ter o foco voltado para a intolerância e o racismo dos cristãos contra os afrodescendentes, como se tal procedimento estivesse numa espécie de ordem de prioridades lógicas e investigativas do Novo Manual Politicamente Correto da Desconstrução Cristã. Ora! Isso é no mínimo ridículo!!!

Vejam, aconteceu comigo: Entre os anos de 1990 e 1998 morei na Baixada Fluminense – RJ, exatamente numa casa de esquina (encruzilhada) que fica a poucos metros de um grande terreiro de macumba – e que está em pleno funcionamento até hoje. Enquanto estive ali inúmeras foram as vezes em que eu fui abruptamente acordado pelos estampidos de fogos de artifício em plena madrugada. Gritarias, gargalhadas bizarras e batucadas noites adentro eram atividades rotineiras deste centro de macumba. Esses crimes [1] [2] aconteciam, pelo menos, de uma a duas vezes por semana e ninguém, absolutamente ninguém falava absolutamente NADA!!! Nem ateus, nem cristãos!!!

Meus pais, coitados, eram os que mais sofriam com esse desrespeito, pois trabalhavam o dia todo e à noite tinham o seu direito ao descanso violado por um absolutismo religioso arbitrário e totalitário que não se importava em zelar por um bom convívio com seus vizinhos. O verão do Rio de Janeiro era o período mais insuportável do ano, pois, como condicionador de ar naquela época era coisa de rico, se fechássemos a janela não dormíamos com o calor. Se abríssemos a janela não dormíamos com o barulho. Várias foram as vezes em que o meu rendimento na escola e no trabalho foram afetados por causa das noites mal dormidas.

O leitor pode se perguntar porque meus pais não foram ao terreiro ou até mesmo à prefeitura se queixar dos constantes transtornos que o centro de macumba nos causava. Bom, a resposta é muito simples: MEDO! Não de entidades espirituais ou coisas do tipo, mas medo dos próprios frequentadores do terreiro que acolhia traficantes locais, políticos influentes da região e gente da alta sociedade oriunda das partes mais nobres do Rio de Janeiro, os quais se reuniam semanalmente para tomar seus banhos de sangue, baforadas de charutos na cara e litros e mais litros de cachaça barata. O homossexualismo que ali circundava era algo notório e predominante. Ora! Não é por acaso que muitos gaysistas hoje têm ligações estreitas com as religiões afrodescendentes, pois há uma familiaridade muito grande entre eles. Aliás, todos estão direta e indiretamente ligados a um mesmo circuito [Leitura recomendada].

Não obstante às violações comumente praticadas pelos membros daquela religião, nós, por morarmos adjacentes  a uma encruzilhada, éramos rotineiramente afetados com péssimo odor exalado pelo sangue pútrido dos animais que eram sacrificados e deixados nas encruzilhadas e nas calçadas como formas de oferendas às entidades cultuadas pelos membros daquele terreiro. Quem já estudou um pouco sobre religiões alternativas sabe como funcionam as de matriz africana. No livro de São Cipriano, por exemplo, uma das “magias” envolve cegar um gato vivo e colocar favas em seus olhos, ânus e outros orifícios a fim de se tornar invisível. Outros livros envolvem a retirada dos dentes, patas e outras partes do corpo de animais ainda vivos.

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Infelizmente a nossa legislação falha no tocante à proteção destes animais. No Artigo 5º da CF lemos: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.” Os cristãos atuais são veementemente contra à prática de sacrifícios de animais para fins religiosos, no entanto se veem amarrados não apenas pela legislação vigente, mas também pelas inúmeras ocorrências relatadas no Pentateuco, as quais são usadas como um excelente pretexto pelos anticristãos para que absolutamente nada seja dito contra as atrocidades cometidas contra animais hoje.

Enquanto isso os evangélicos, os terríveis fundamentalistas evangélicos, encerravam suas atividades às 21:00h, pegavam suas bíblias, as colocavam debaixo do braço e seguiam pacificamente em direção aos seus domicílios sem dar um único pio que não fosse entre eles. Na pior das ocorrências, quando faziam suas vigílias pela madrugada, faziam com o templo completamente fechado e sem produzir um único ruído que perturbasse o sono da vizinhança.

…e a intolerância é nossa!!!

Feminismo, um câncer social!

piramide

Quando comecei a minha peregrinação na internet o meu foco principal estava apontado para os antirreligiosos travestidos de neo-ateus de youtube. Não demorou muito e eu percebi que existia uma motivação oculta muito maior por trás de todo aquele alvoroço juvenil, o que me levou a buscar novas áreas de conhecimento como política e filosofia. Foram pelo menos oito anos de contínuas pesquisas, leitura e investigação. À medida que eu adquiria mais informação eu constatava que o movimento neo-ateísta era apenas um dos vários tentáculos de um mesmo monstro que tinha como fonte primária de energia vital a filosofia marxista.

Hoje, com uma visão mais amadurecida e apurada acerca deste monstro, vejo que o tentáculo neo-ateísta não é de todo nocivo –  às vezes pode ser muito cômico –, ao menos quando comparado, por exemplo, com o feminismo moderno, esse sim, um tentáculo absurdamente vil e degradante, especialmente para a própria mulher.

Durante muito tempo eu enxerguei o feminismo como um movimento ingênuo e que não precisaria receber a atenção e o crédito que suas adeptas tanto reivindicavam. Entre uma pesquisa e outra fui percebendo, entretanto, que a questão não se tratava apenas de um simples ajuste nos setores sociais entre os sexos, mas sim de uma disputa visceral entre os gêneros que consistia necessariamente na supressão de um gênero pelo “empoderamento” do outro.

Mas foi passeando pela mente compulsiva e doentia de Shulamith Firestone, Judith Butler, Betty Friedan, Mary Wollstonecraft e Simone de Beauvoir que eu consegui dimensionar a evolução e o grau patológico do feminismo moderno. Descobri também que os neo-ateus, militantes gays e feministas radicais são todos, sem exceção, produtos de uma mesma linha de montagem, mudando apenas o modelo e a série em que são distribuídos no ambiente social, ademais, que suas reivindicações e contestações estão pautadas não no campo das ideias e do diálogo, mas sim na exigência de se cumprir uma suposta reparação histórica pelas vias da imposição com verniz democrático, sobretudo baseado num discurso de ódio revanchista disfarçado de reivindicações legítimas.

Sempre que paro para fazer essa reflexão imediatamente me vem à cabeça personalidades importantes como Marie Curie, Ada Byron Lovelace e tantas outras mulheres de séculos passados que foram verdadeiras referências históricas positivas para a projeção da mulher na sociedade. Curiosamente, na contramão da vanguarda feminina, o movimento feminista, especialmente a partir da segunda onda, esforçou-se herculeamente para mostrar para a própria mulher o “desvalor” que ela tinha perante uma sociedade majoritariamente dominada por homens. Com efeito, as mulheres foram gradativamente “crescendo para baixo” ao ponto de se prestarem hoje ao papel abjeto de negarem a própria natureza feminina enquanto ser biológico.

Mas como isso aconteceu?

Além da pirâmide mostrada acima, muitas são as razões para o movimento feminista encontrar larga facilidade de expansão e novas adesões – até mesmo de quem menos se espera –, especialmente nos dias de hoje. Citarei abaixo quatro causas mais evidentes:

  • Primeiramente, o feminismo é um movimento oportunista e mentiroso na raiz e, como se camufla por meio de vários outros tentáculos menores dentro de um tentáculo principal, consegue enganar a maioria de seus adeptos através da confusão exegética gerada a partir da dificuldade que seus adeptos têm de identificar as mentiras no meio das verdades propaladas (Por exemplo, a falácia da diferença entre feminismo e femismo é uma dessas confusões programadas). Ademais, temas como ideologia de gênero foram desenvolvidos para serem executados e não para serem compreendidos, daí a dificuldade de se encontrar um debate sério e consistente que demonstre, pelas vias de fato, quais são os verdadeiros objetivos dessa temática;
  • O relativismo, o socioconstrutivismo e a inversão ininterrupta dos valores morais e da perda de percepção da realidade são elementos essenciais para o movimento encontrar terreno fértil para sua expansão;
  • Influencia significativamente também que seus simpatizantes, adeptos e militantes tenham crescido numa estrutura familiar desregrada, violenta ou perturbadoramente desestruturada, que tenham pouca ou nenhuma base política (de preferência que tenham raiva de política), que encontrem e se identifiquem com grupos (ONGs) que compartilhem frustrações e traumas acumulados em toda sua bagagem afetiva, de modo que recebam estímulos contínuos para exorcizar tais feridas emocionais sempre que possível, seja por meio de declarações públicas de menor alcance nas redes sociais, culpabilizando os outros por suas próprias fraquezas e frustrações, seja pela promoção de histeria coletiva pública exigindo do Estado maior participação na temática feminista;
  • Sentimento de rejeição, tenha ele ocorrido na infância pelos pais ou responsáveis, por meio de bulling na formação da personalidade, por violação / violência sexual precoce ou seja também por frustração amorosa – o famigerado “pé na bunda”. Ademais, em muitos casos o estímulo contínuo advindo dos círculos acadêmicos também tem peso fundamental nesse processo.

Os resultados trágicos e visíveis dessa reengenharia contemplam as mais variadas camadas da pirâmide social. Além de se materializarem no mundo real por meio de legislações bizarras e segregacionistas, eles também se refletem nas mais variadas formas – sejam elas coletivas ou privadas –, indo desde o ignorante útil que nunca leu sequer uma única linha de Marx e Engels – especialmente em A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado –, mas que se julga apto a fazer uso de termos – agora populares – como “patriarcado”, “macho opressor“, “falocentrismo”, “Estado laico”, “misoginia”, “dívida histórica” e “nazifascista” em seus discursos rasos que mais parecem autênticos atestados de frustração e incapacidade, até a juíza nonsense e esquerdista caviar que, como uma espécie de “mea-culpa”, critica abertamente a meritocracia por ter alcançado o mais alto cargo público com o menor esforço possível – e mesmo assim continuar atuando confortavelmente como uma agente parasita do Estado, demonstrando assim a verdadeira essência do socialismo.

Sinceramente, eu já tive muita raiva dessa gente. Hoje o sentimento mais refinado que consigo ter é PENA.

Trocam-se os porcos. Mantém-se o chiqueiro!

porcos

Eu havia dito lá na página do facebook que comentaria sobre o impeachment da “presidenta inoçanta”. Cheguei a preparar um vídeo a respeito, mas não ficou bom, então decidi não postá-lo. Sendo assim farei aqui uma breve reflexão sobre esse processo com base na percepção de que tive de todo o espetáculo midiático “panem et circenses” que nos foi apresentado.

Começo dizendo que a votação na câmara dos deputados, embora tenha sido um show de vergonha alheia – haja vista, pelas dedicatórias mais esdrúxulas possíveis –, foi um tanto mais empolgante e saborosa do que a ocorrida no senado federal. Curiosamente, as imagens flagrantes da “inoçanta” totalmente à vontade em meio às gargalhadas de seus algozes demonstravam claramente que algo ali estava fora do normal. Todavia, mesmo que as imagens fossem absolutamente desproporcionais e suspeitas, dadas as circunstâncias, eu acreditei piamente até os últimos instantes que todo o processo estava sendo conduzido dentro da mais genuína legitimidade –  Ledo engano!

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A decisão anômala e irresponsável do ministro Ricardo Lewandowski em rasgar a Constituição Federal diante dos milhões de brasileiros que assistiam ao julgamento da “inoçanta” pela televisão apenas mostrou o óbvio: que leis no Brasil  não valem mais nada! Isso, curiosamente, não é de todo estranho, pois basta olharmos para o lado e veremos na prática o delito nosso de cada dia. Sim, ele está no aluno que não respeita mais o professor, no filho que não obedece aos pais, no prefeito que desvia as verbas da merenda, no motorista que suborna o guarda de trânsito, no jovem que não respeita o idoso, no advogado que defende o bandido e no juiz que inocenta o criminoso… Tais práticas e condutas, já incorporadas à nossa cultura, não passam de meros reflexos de décadas de esforços pela relativização do estado de coisas, quebra de paradigmas, rejeição dos valores vigentes, banalização dos princípios, desconstrução da moralidade e negação da realidade enquanto tal – Nada de novo até então, né!

Diante da tamanha confusão é realmente difícil saber com precisão cirúrgica qual o rumo que esse país tomará. Mesmo assim, ouso em fazer aqui [e o faço com base no histórico apresentado abaixo] um breve resumo das estratégias que levaram o Brasil a se afogar no mais profundo mar de lama, assim como breve resumo das tragédias que ainda estão por vir:

  • Cria-se o Foro de São Paulo em 1990 (baixa relevância e influência de 90 à 95);
  • O governo FHC prepara o terreno para a grande tomada socialista;
  • O PT ganha amplo apoio popular em razão das promessas populistas e assistencialistas;
  • Uma vez no poder por meio do voto popular, o PT, ao mesmo tempo que dá com uma mão, tira com a outra (intensificam-se a ampliação e distribuição de benefícios para a população de baixa renda);
  • População é desarmada mesmo contra sua vontade;
  • Inicia-se o projeto de aparelhamento estatal por meio de “caixa dois”, compra de parlamentares e instituições privadas como Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez  (intensificam-se as atividades do Foro de São Paulo);
  • Na área econômica a arrogância e prepotência da dupla Lula e Dilma descartam promissoras parcerias comerciais com os EUA e voltam-se exclusivamente para o BRICS, apostando suas únicas fichas em exportação de commodities para a China;
  • Forças armadas, poderes legislativo e judiciário são aparelhados;
  • Milhares de ONGs de esquerda são montadas e financiadas por organismos estatais e paraestatais (nacionais e internacionais);
  • Novas agências reguladoras são criadas, abarcando os setores mais críticos e essenciais do país, tais como infraestrutura, comunicações, meio-ambiente e defesa;
  • Sindicatos ganham força, MST cresce e organiza-se com o apoio do governo;
  • Cria-se a Empresa Brasileira de Comunicação, a EBC (os principais meios de comunicação também são aparelhados);
  • Cursos universitários públicos e privados, especialmente os de humanas, tornam-se verdadeiros centros de formação e doutrinação partidária / marxista;
  • Campanhas intensivas de demonização ao período militar são exaustivamente promovidas e disseminadas no mainstream artístico, acadêmico e midiático;
  • O mainstream cultural e artístico passa a receber vultuosos incentivos financeiros por meio da Lei Rouanet para apoiar a agenda do governo e os programas sociais;
  • Inicia-se uma massiva campanha de disputas e diferenças entre a população com base na raça, credo, sexualidade, posição política e social (intensificação do caos);
  • A intencional e programada má gestão dos presidentes Lula e Dilma, associada à constante prática de corrupção do alto escalão político, mais a brusca desaceleração industrial e econômica da China afetam diretamente a economia e reputação do Brasil em níveis globais;
  • Presidente Dilma, por meio das maquiagens e pedaladas fiscais, consegue se reeleger. Dessa vez não só a população brasileira fora enganada pelas mentiras do PT, mas sim todo o mercado global. Uma retaliação já é mais que esperada;
  • Com a economia já bastante fragilizada e sua má reputação internacional o Brasil encontra grandes dificuldades de manutenção de crédito e relação comercial com os principais países industrializados;
  • Escândalos de corrupção vêm à tona diariamente nos noticiários nacionais e internacionais (inicia-se o plano para troca de comandos);
  • População sai às ruas protestando contra o atual governo;
  • Sérgio Moro entra em cena com a Lava Jato;
  • Presidente Dilma é afastada, mas mantém prerrogativas parlamentares e Lula, embora investigado, ainda mantém-se longe de ser preso;
  • Eduardo Cunha é cassado, servindo assim como referência de cumprimento rigoroso da lei, dando a falsa impressão de que a concessão dada para Dilma no senado também foi legítima [item atualizado em 12/09/2016];
  • Michel Temer entra como um dublê para fazer o “serviço sujo” que o PT, populista, não faria;
  • Medidas impopulares, tais como mudanças no FGTS, leis trabalhistas, privatizações, carga tributária, aposentadoria e programas sociais são profundamente modificados numa tentativa de retomada urgente da economia;
  • Com relativa melhora nos índices econômicos, após severos meses de arrocho, o Brasil, gradualmente, recupera a credibilidade junto aos credores internacionais, firma acordos diplomáticos e capta empréstimos trilionários astronômicos quase vitalícios;
  • Nesse ínterim, a população de baixa renda e grupos de movimentos sociais são brutalmente afetados (intensificam-se as diferenças);
  • Em decorrência das medidas impopulares tomadas pelo presidente [dublê] Michel Temer, associado aos escândalos de corrupção apontados pela Lava Jato, o clamor e o furor da esquerda intensificam-se exponencialmente, ganhando muitas novas adesões (inclusive da ala direta que apoiou o impeachment da Dilma);
  • Temer sai;
  • Embora Constituição Federal preveja eleições indiretas, população é convocada para novas eleições diretas;
  • A esquerda, possivelmente por meio de um novo arranjo, coligação ou partido político, o qual se mostrará inicialmente “neutro”, mas que fará ataques diretos à velha política dicotômica de “direita” e “esquerda”, surgirá como possível melhor alternativa para corrigir as duas últimas décadas de má gestão, má política e intermináveis escândalos de corrupção no país. Ademais, ganhará amplo apoio e adesão popular pela promessa de reaver todos os benefícios sociais tirados pelo governo Temer;
  • Tal partido “neutro” [de esquerda], com um arranjo diferente e novas e sedutoras promessas – mas com os mesmos protagonistas e agendas de sempre –, assume novamente o poder por meio de voto popular;
  • Após cumprir o período vigente competente às eleições de 2014, população é novamente convocada para as eleições presidenciais de 2018. Partido “neutro” mantêm-se no governo;
  • Direita política tenta reagir, mas não passa de um mero peso morto que não exerce efeito significativo algum;
  • Em poucos meses, famigeradas políticas assistencialistas e segregacionistas voltam a ganhar força e o Brasil entra num novo ciclo de degradação, tornando-se assim o eixo central do bloco comunista latino-americano, ademais, descendo ao mesmo nível da Venezuela.

Eu rezo todas as noites para estar redondamente enganado!